Fabricada em Manaus (AM), a pequena naked oferece 34 cavalos, ciclística refinada e muita diversão. Custando R$ 21.900 será a porta de entrada para a sofisticada marca alemã
 
 
O lançamento mais esperado do ano, a BMW G 310 R, deixou muitos motociclistas curiosos querendo saber se vale a pena pagar R$ 21.900 para ter essa BMW na garagem. Feita para rodar na cidade, tem em seu foco os motociclistas iniciantes e as mulheres. Para atingir esse público a marca aposta em uma agressiva campanha de financiamento aliado a qualidade do produto e facilidade de pilotagem. Desenvolvida na Alemanha e fabricada em Manaus (AM), a G 310 é o caminho da marca para atingir esse novo público.
 
O design da G 310 R foi inspirado em sua irmã mais velha, a naked S 1000 R. Mais bonita ao vivo que nas fotos, a nova BMW traz encaixes perfeitos entre as partes e usa materiais de qualidade. Conta com lanterna traseira de LED e um completo e funcional painel de instrumentos, com indicador de marcha, consumo instantâneo e médio, entre outras informações. O que distou é o escapamento, que não traz um desenho alinhado ao desenho da moto. Talvez tenha faltado ousadia aos designers da marca alemã.
 
 

 
Parte mecânica
Seu motor é inédito. Trata-se de um monocilíndrico de 313 cm³, com arrefecimento líquido e comando duplo no cabeçote. Sua potência máxima de 34,47 cv (a 9.200 rpm) e o torque máximo, 2,85 kgf.m, está disponível aos 7.500 giros. Traz ainda duplo comando de válvulas, injeção eletrônica de combustível e câmbio de seis marchas.
 
O diferencial do motor fica por conta do posicionamento do cilindro, inclinado para trás – bem diferente da maioria das motos – e o cabeçote rotacionado em ângulo de 180 graus, já que o duto de admissão está posicionado à frente. Esta solução mecânica representou baixo centro de gravidade – concentração de massa – e baixa vibração.
 
Hora de dar o start
Bastou girar a chave e ver o painel fazendo a leitura dos dados, aliás o painel é bem moderno e lembra um smartphone. As mãos chegam aos comandos com facilidade, enquanto os pés tocam o solo naturalmente. O banco está a apenas 785 mm de altura do assento, confortável tem espuma de boa densidade. Há outras duas opções de assentos, um mais baixo e o outro com mais espuma, pensado para quem vai fazer viagens com a G 310 R.
 
Em função das pedaleiras recuadas, as pernas do piloto também ficaram flexionadas e bem encaixadas na lateral do tanque de combustível – com capacidade para 11 litros.
 
 

 
O motor acorda e emite o ronco médio/grave, bem encorpado e agradável e aos ouvidos. Ao entrar na pista o motor vai enchendo de forma linear e a velocidade máxima ficou próxima dos 140 km/h. O propulsor de 34 cv gostou de ser exigido na pista, sempre com trocas de marchas rápidas e reduzidas fortes para entrar nas curvas. O motor poderia oferecer mais torque em uma faixa menor de giros. Mas a partir dos 5.500 rpm, o propulsor parece despertar e tornar a pilotagem ainda mais divertida.
 
Outros fatores ajudam para uma pilotagem mais agradável e intuitiva, entre eles o guidão largo e curta distância entre-eixos – 1.374 mm, além dos 158 quilos da moto em ordem de marcha. Com isso é fácil mudar de direção e ter agilidade em manobras rápidas ou em baixa velocidade. O câmbio merece destaque por conta do escalonamento de marchas – com sexta marcha mais longa – privilegiando os médios giros.
 
Ciclística
Além do desempenho do motor, a ciclística é fundamental para a harmonia do conjunto na pista. O chassi tubular fica parcialmente exposto e mostra a modernidade do projeto. Na dianteira a suspenção usa garfo telescópico invertido (upside-down) com tubos de 41 mm (dourado), com 140mm de curso. O monoamortecedor traseiro é fixado diretamente na balança de alumínio, conta com curso de 131 mm e com pré-carga da mola ajustável em 10 posições.
 
Regulado para uma condução mais confortável, o conjunto absorveu as ondulações da pista e manteve a roda “grudada” no chão. Claro que nas ruas e avenidas esburacadas dos grandes centros o conjunto vai ser muito mais exigido.
 
 

 
Equipada com rodas de rodas de liga-leve de 17 polegadas, usa pneus de perfil esportivo – 110/70 (diant.) e 150/60 (tras.) que permitiu contornar curvas de forma mais ousada, até o limite das pedaleiras.
 
Na emergência
Em caso de emergência o piloto poderá contar com conjunto de freio bem equilibrado. Na dianteira, o disco simples de 300 mm de diâmetro, usa pinça de fixação radial e cáliper de quatro pistões. Na traseira, pinça flutuante de dois pistões associada a um disco de 240 mm de diâmetro. De série, a moto traz sistema de freios antitravamento (ABS) de dois canais. Na prática o sistema de frenagem tem comportamento dentro do esperado. Permitindo frenagens fortes sem sair da trajetória.
 
Hora de escolher
A G 310 R entra em uma disputa interessante. Já que nosso mercado oferece boas opções nessa faixa de cilindrada como, por exemplo, Kawasaki Z300, Yamaha MT-03 e KTM 390, cujos preços variam entre R$ R$ 18.890 e R$ 21.990. Quem busca uma naked mais esportiva tem na KTM Duke 390 (R$ 21.990) uma opção mais radical. Porém, nenhuma delas tem o carisma e o glamour da marca alemã que oferece condições especiais de financiamento: entrada de R$ 7.150, saldo de 36 meses com parcelas de R$ 499, taxa de juros de 2,08% e parcela final de 30%.
 
 
TEXTO: Aldo Tizzani / Agência INFOMOTO
FOTOS: Divulgação