Vendido a R$ 158.800, modelo topo de linha tem acabamento diferenciado, completa central multimídia e maior motor V2 (1.868 cm³) da fábrica norte-americana
 
Modelo mais caro da Harley-Davidson no Brasil, a CVO Limited oferece o máximo em conforto para pegar a estrada. O modelo topo de linha e customizado pela fábrica é vendido a R$ 158.800 e oferece muitos atrativos, como acessórios e acabamento exclusivos, além do motor de maior capacidade cúbica da marca norte-americana: um V2 de 1.868 cm³ de capacidade.
 
Esbanjando peças cromadas e estilo clássico, a CVO Limited conta com um sistema de Infotainment com tela colorida sensível ao toque de 6,5’’ e sistema de navegação integrado. Além do GPS, o equipamento oferece outras funções, entre elas, conferir a pressão dos pneus ou encontrar a concessionária da marca mais próxima. Tudo em português. Há ainda a opção de “parear” o celular via Bluetooth para atender chamadas e escutar música. O moderno sistema contrasta com os mostradores analógicos no topo do grande escudo frontal.
 

 
Para controlar as funções da central multimídia os punhos estão recheados de comandos e funções. É possível procurar uma estação no rádio ou trocar de faixa musical, aumentar o som; como também habilitar o piloto automático (cruise control) e o sistema de comunicação entre piloto e garupa. Tudo sem tirar as mãos das manoplas.
 
Prova da exclusividade, até mesmo as manoplas são cromadas e emborrachadas para não cansar as mãos em uma longa viagem. E, para os dias de frio, aquecedor de manoplas e também de assentos. Mas, mesmo com tanto luxo, a Harley-Davidson esqueceu-se do para-brisa com regulagem elétrica de altura.
 
Há outras soluções que ampliam o prazer e o conforto na condução. O piloto conta com pedaleira plataforma e avançada, isso sem falar no encosto lombar, que ajuda a manter boa ergonomia durante horas na estrada. Já a garupa desfruta de um verdadeiro “sofá”, além de contar também com pedaleiras plataforma.
Para transportar a bagagem, a CVO Limited conta com dois saddlebag (bolsas laterais) e um top case (baú). No total é possível transportar 132 litros. Detalhe: no grande compartimento traseiro há espaço suficiente para acomodar dois capacetes fechados e outros objetos.
 
Agora é hora de “espetar” o pen-drive. Ouvir o bom e velho rock’n roll e rodar por estradas sinuosas do interior paulista, num roteiro de mais de 400 quilômetros.
 
 
Motor e ciclística
 

 
Apesar de seu porte intimidador – são 2,6 metros de comprimento-, é fácil subir na CVO Limited, pois o assento está a 760 mm do solo. O difícil é recolher o descanso lateral, que fica bem à frente, ou manobrar essa gigante. Mas, em seu habitat natural, a estrada, a moto é bastante “na mão”.
 
O enorme V2 “enche” rápido, porém de forma progressiva. A força é bruta, já que o V2 chega ao torque máximo de 16,6 kgf.m a apenas 3.250 rpm – e proporciona cerca de 100 cv, número não confirmado pela companhia. Afinal, não se trata do Milwaukee-Eight 107, motor que estreou na linha Touring 2017, mas sim da versão 114 (polegadas), preparada pela Screamin´Eagle, divisão de acessórios da fábrica.
 
Neste novo projeto da Harley, o propulsor vibra pouco. Se você fechar os olhos não dirá que está pilotando uma H-D. Mas quando o piloto gira o acelerador com vontade, a moto já ultrapassou o limite de velocidade da rodovia. Sua velocidade máxima supera os 200 km/h.
 
No meu ritmo, a no máximo 120 km/h, o consumo foi de 17 km/litros. Com seu tanque com capacidade para 22,7 litros de combustível, a autonomia está garantida para rodar quase 400 km.
 

 
Além do conforto e do bom desempenho do motor, a ciclística merece destaque. O conjunto de suspensões absorve com propriedade as imperfeições do piso e não dá fim de curso como nos modelos anteriores. Novo, o conjunto traz tubos mais robustos na dianteira e, na traseira, amortecedores pressurizados e com ajuste manual da pré-carga da mola.
 
Os freios usam pinças Brembo e dão conta do recado para diminuir a velocidade em curvas mais acentuadas, enquanto o sistema ABS combinado garante a segurança em situações de emergência. Tudo pensado para manter a moto no “trilho” e contornar curvas com facilidade, apesar dos 431 Kg em ordem de marcha. Para completar, rodas de liga-leve, calçadas com pneus radiais nas medidas 130/80B17 (D) e 180/65B16 (T).
 
A moto mais cara da linha Harley-Davidson no Brasil tem o charme das estradeiras americanas, mas com uma pitada extra de exclusividade. E um motor “preparado” que tem ponteiras exclusivas e um ronco que soa como música aos ouvidos dos fãs dos V2.
 
 
TEXTO: Aldo Tizzani / Agência INFOMOTO
FOTOS: Renato Durães / Agência INFOMOTO