Texto: Arthur Caldeira/Agência INFOMOTO
Fotos: Divulgação

 

Até o início de novembro, já haviam sido vendidas 19.819 unidades do scooter Honda PCX 150, segundo dados de emplacamento divulgados pela Fenabrave, federação que reúne os distribuidores de veículos. A quantidade já é superior às 19.560 unidades do modelo licenciados em 2014 e que garantiram ao modelo de 150cc da fábrica japonesa a liderança “folgada” no segmento de scooters no Brasil – como comparação, o segundo mais vendido na categoria no ano passado foi o Honda Lead 110, com 10.137 unidades.

Para se manter na liderança a Honda fez um completo face-lift no PCX 2016, além de aprimorar alguns pontos importantes do scooter urbano, como a suspensão traseira, que foi reforçada, e o aumento da capacidade do tanque de combustível para 8 litros (antes eram 5,9 l). Outra mudança foi a adoção de um novo motor com a mesma arquitetura (um cilindro com refrigeração líquida), porém com menor capacidade cúbica: passou de 152,9 cm³ para 149,3 cm³.

A redução teve motivos mercadológicos: com menos de 150 cm³, em determinados mercados o PCX com motor “menor” pode ser conduzido por pilotos com menos experiência. A mudança trouxe uma pequena redução nos números de desempenho: a potência máxima agora é de 13,1 cv a 8.500 rpm e o torque máximo de 1,36 kgf.m a 5.000 rpm – contra os 13,6 cv e 1,41 kgf.m da versão anterior.

 

 

Mais bonito e eficiente

À primeira vista, o novo visual não chama tanta a atenção. Até que se encontre um PCX anterior: o novo ganhou linhas angulosas mais modernas, uma nova bolha e sistema de iluminação com LEDs. Além de mais bonito, o novo farol é mais eficiente. A luz bem branca ilumina melhor e garante mais segurança, assim como a nova lanterna traseira que, além dos LEDs, tem uma área maior. Os piscas, antes integrados à lanterna, agora estão mais separados e também visíveis. Outro diferencial, ligado à segurança, é a inclusão do pisca-alerta para indicar uma parada emergencial.

Na traseira, uma nova alça para a garupa que, agora, traz um suporte para baú integrado. Outra bem vinda melhoria, pois no PCX antigo era preciso furar o suporte para instalar um baú, que aumentasse a capacidade de carga do PCX. Embora generoso, o espaço sob o banco nesse scooter de 150cc é menor do que no Lead 110. É necessária certa habilidade para acomodar, por exemplo, um capacete fechado e uma jaqueta com proteções. A praticidade fica por conta da abertura do assento por meio de um botão no escudo frontal.

 

 

Pilotagem

A experiência de guiar o novo PCX muda ao montar no scooter. O assento tem novo formato e textura. Não há mais o pequeno encosto lombar para o piloto, mas mesmo assim o banco está mais confortável. E o assento está a 76 cm do solo, o que facilita manobras e transmite confiança aos pilotos menos experientes.

Redesenhado, o painel de instrumentos parece com o do Honda Civic: há um mostrador central com velocímetro analógico e uma pequena tela digital com hodômetro total, medidor de combustível, relógio e um computador de bordo, que informa o consumo médio.

O motor de um cilindro, OHC, com duas válvulas e refrigeração líquida aparenta ter um pouco mais de fôlego para arrancadas: de 0 a 60 km/h o PCX sai na frente até de motos de 250cc. E, apesar da menor capacidade cúbica, a velocidade final parece ser limitada, pois há um “corte” no motor quando o velocímetro atinge 110 km/h.

O consumo de combustível diminuiu: chegamos a rodar 37 km/l, na cidade, e 35 km/l, na estrada – no anterior os números eram de 35 e 30 km/l, respectivamente. Com o tanque maior, agora de 8 litros, a autonomia aumentou – podendo chegar a até 280 km – e, assim, não é preciso abastecer com tanta freqüência. Para ajudar na economia, o PCX 2016 manteve o sistema “Idling Stop”, que desliga automaticamente o motor em paradas por mais de três segundos e religa assim que se gira o acelerador.

Outra melhoria foram os novos amortecedores traseiros. Redimensionados, e com curso de 85 mm não bateram no fim de curso quando rodamos com garupa. Na dianteira, o garfo telescópio também foi reforçado e tem 100 mm de curso.

Os freios – a disco, na dianteira, e a tambor, na traseira – contam com o sistema de freios CBS (Combined Brake System), tecnologia que distribui parte da força aplicada ao freio traseiro para o dianteiro.

 

 

Evolução

A Honda fez alterações que deixaram o novo PCX mais bonito e eficiente, sem alterar suas características práticas, como câmbio CVT, abertura do tanque e do assento por meio de um botão e ainda instalou um porta-objetos no escudo frontal com uma entrada USB de 12V, que permite carregar celulares e outros aparelhos eletrônicos.

Produzida em Manaus (AM), a PCX chegou recentemente à rede Honda, porém com aumento em torno de 10% em relação ao modelo anterior. A versão avaliada, DLX, vem na cor branca fosca com rodas douradas e tem preço de tabela de R$ 10.699 – a versão DLX (deluxe) do modelo anterior saía por R$ 9.687. Ainda há disponível o modelo standard, nas cores preta e cinza metálica, que tem preço sugerido de R$ 10.299 (antes custava R$ 9.267) e as diferenças se resumem à pintura e à cor das rodas. Os preços têm como base o Estado de São Paulo e não incluem as despesas de frete e seguro. Outra “evolução” foi no período de garantia, que agora passou a ser de três anos, sem limite de quilometragem e com fornecimento gratuito de óleo em sete revisões.