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Texto: Equipe Infomoto
Fotos: Mario Villaescusa

 

As linhas angulosas com grafismos arrojados, o garfo telescópico invertido com 43 mm de diâmetro e a balança traseira de alumínio chamam tanto a atenção que mal se nota o pequeno motor monocilíndrico que equipa a pequena KTM 200 Duke. Montada em Manaus (AM) pela Dafra, a caçula da linha naked da marca austríaca chega às lojas por R$ 15.990. Um preço alto se levarmos em conta sua capacidade cúbica, mas um valor justo pela diversão que proporciona.

Basta um olhar mais apurado para ver que a pequena Duke traz outros diferenciais em relação às motos mais vendidas da categoria 250 e 300 cc. Freio a disco com mangueiras aeroquip em ambas as rodas, suspensão invertida (upside down) na dianteira, painel digital com computador de bordo, guidão e rodas de alumínio e refrigeração líquida. Fora isso, ainda tem o ar de novidade que, ajudado pelo desenho moderno, chama a atenção por onde passa.

 

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Nota-se também o esmero no acabamento de suas peças, não se encontra cantos vivos ou peças mal encaixadas. Alguns detalhes chamam atenção como o desenho da balança traseira e o sistema de fixação e regulagem da roda, tudo muito prático e elegante. Porém sentimos falta da alça para prender o capacete. Como em qualquer pequena naked/street o pequeno espaço sob o banco limita sua praticidade no dia a dia. Ou seja, com a 200 Duke sempre é preciso estar com uma mochila nas costas. Voltada para o jovem que quer se destacar na multidão de motos japonesas de 250cc, a Duke ainda tem lanterna e piscas em LED, painel totalmente digital que oferece até computador de bordo.

Bastante leve (129,5 kg a seco) e com assento baixo (810 mm) e estreito, a 200 Duke é uma ágil naked urbana com excelente ângulo de esterço para serpentear entre os carros. A posição de pilotagem é bem esportiva. Talvez não muito confortável para quem queira fazer longas viagens ou passar o dia inteiro sobre a moto, mas na medida para quem busca uma moto pequena e acessível para os deslocamentos entre trabalho e faculdade ou até mesmo para um passeio de final de semana.

 

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Motor de 26 cv de potência

Alimentado por injeção eletrônica e com refrigeração liquida, o motor de 199,5 cc e 26 cv de potência máxima, tem 72 mm de diâmetro e 49 mm de curso, uma configuração que favorece altas rotações. Mas, mesmo em baixos e médios giros que ele se destaca: o câmbio de seis marchas foi bem escalonado para aproveitar o torque do motor – 1,95 kgf.m a 8.000 rpm.

Nas avenidas com velocidade limitada da capital paulista, é possível rodar a 50 km/h em sexta marcha sem nenhum engasgo e com fôlego para ultrapassagens. Essa disposição também ajuda no trânsito mais travado quando o piloto precisar saltar à frente dos carros.

Mas em altas velocidades, ele mostra sua limitação volumétrica: os giros crescem devagar e a 120 km/h o conta-giros está a 9.000 rpm, com pouca folga para chegar aos 10.500 giros quando o motor corta o giro e a velocidade não passa dos 135 km/h. Porém para uma tocada esportiva em meio a uma serra, por exemplo, a caçula da linha Duke se mostrou muito divertida, enquanto se troca de marchas (seis velocidades) o painel vai mostrando a marcha engatada. Até mesmo nas subidas o motor mostrou folego e o piloto conta ainda com o shifit-light para avisar que é a hora de trocar de marcha.

Os freios são bons, o destaque fica para as mangueiras cobertas com malha de aço que ajudam na eficiência do sistema. Quando exigidos responderam à altura e até de forma brusca. Exigindo que o piloto aprenda a dosar a mão. Uma pena que, para manter o preço competitivo, o fabricante não ofereça o sistema ABS.

 

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Embora o conforto seja prejudicado pelo banco de espuma mais rígida e a localização das pedaleiras bem recuadas, que forçam os joelhos a ficarem flexionados, a posição de pilotagem instiga a uma tocada mais agressiva. Nessa condição a suspensão mostra equilíbrio permitindo contornar as curvas com muita confiança. Para completar, as rodas de liga são calçadas com pneus radiais Pirelli Diablo Rosso que garantem muita aderência.

O consumo na cidade foi de 25 km/l, enquanto na estrada atingiu 29,39 km/l. Porém é bom lembrar que o motor foi usado de forma esportiva. Alias, é bem difícil usar a 200 Duke de forma racional. Ela inspira o piloto a usá-la com o “cabo torcido”!

Disponível nas cores branca e laranja a 200 Duke custa mais caro do que as nakeds japonesas, porém ela é destinada a um público que busca algo diferente e quer se destacar na multidão. Para esse consumidor ela tem a fórmula ideal.