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Famosa marca italiana de scooters terá quatro modelos importados e inaugura a entrada do Grupo Piaggio no mercado nacional

A Vespa, famosa fábrica de scooters, chega oficialmente ao Brasil e marca a entrada do grupo italiano Piaggio no mercado nacional de duas rodas. Detentor das marcas Aprilia, Moto Guzzi e Piaggio, o grupo escolheu a icônica Vespa para representar sua estreia no País com quatro modelos: Primavera 125 e 150; Sprint 150, GTS 300 e a exclusiva 946 Emporio Armani.

Representado pela Asset Beclly Investments Management, grupo de investimento que estruturou a operação brasileira, o Grupo Piaggio terá como presidente no Brasil o executivo Longino Morawski, que teve passagem pela Toyota e liderou a estruturação da Harley-Davidson do Brasil, entre 2010 e 2015. Com um projeto de longo prazo, o grupo anunciou que o objetivo é instalar um parque industrial no Brasil a partir de 2018, quando os produtos de outras marcas Piaggio também seriam montados no País.

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Rede diferenciada

Os quatro modelos Vespa, disponíveis no Brasil, serão inicialmente importados e comercializados a partir de 22 de outubro em lojas-conceito da marca. Chamadas de “boutiques”, os dois primeiros pontos de venda serão inaugurados em 22 de outubro em shopping-centers da Rede Iguatemi: uma delas no JK Iguatemi, na cidade de São Paulo, e outra no Iguatemi Campinas, interior paulista.

“Não iremos construir simples concessionárias. Nosso projeto exclusivo irá conceber boutiques para a comercialização dos produtos. Como lidamos com scooters premium, acreditamos que elas merecem um ambiente sofisticado, elegante e ao mesmo tempo tecnológico, exatamente como é a Vespa”, explica Santo Magliacane, CEO da Asset Beclly.

A Vespa também terá boutiques de rua. “A Vespa é uma grife e como uma grife teremos lojas nos shoppings e também nas ruas”, esclareceu Morawski, presidente do Grupo Piaggio. A primeira loja de rua será inaugurada em novembro na região da Avenida Eng. Luís Carlos Berrini, importante centro empresarial da capital paulista, e irá pertencer ao próprio grupo.

Embora faltem apenas três meses para o final deste ano, o objetivo do Grupo Piaggio é ambicioso: implantar oito boutiques, somando as de shopping e as de rua, ainda em 2016. Para o próximo ano, a expectativa é lançar mais dez. E, em 2018, outras 22 lojas totalizando, 40 boutiques instaladas em três anos nas mais importantes praças brasileiras.

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Scooter de boutique

Ícone cult, a Vespa chega ao Brasil querendo vender a imagem de um scooter premium, em função de seu design italiano atemporal que já fez história no cinema. “A Vespa não é um scooter é uma Vespa”, repetiram os executivos no lançamento da marca no Brasil, realizado em 4 de outubro em São Paulo.

Apesar do discurso, o fato é que a Vespa é um scooter. Um dos pioneiros do segmento, pois a primeira Vespa foi criada em 1946, mas ainda assim um scooter. Afinal, os quatro modelos importados e que serão comercializados inicialmente apostam na facilidade de pilotagem em função do câmbio automático (CVT) e o assento baixo, além da praticidade do espaço sob o banco – características de todo scooter.

A Vespa de entrada no Brasil será a Primavera, uma releitura do clássico modelo de 1968. Haverá duas versões, uma de 125cc e outra de 150cc. Ambas com moderno motor de um cilindro, três válvulas e alimentado por injeção eletrônica e o câmbio é do tipo CVT. As rodas de 11 polegadas têm freio a disco na dianteira e tambor na traseira com sistema ABS de série. Haverá ainda uma um série especial da Primavera para comemorar a chegada da marca ao Brasil, limitada a 1.000 unidades e que poderá ser reservada já a partir do próximo dia 10 de outubro pelo site www.vespabrasil.com.br.

Infelizmente, o Grupo Piaggio não divulgou o preço da Vespa Primavera e de nenhum dos outros modelos. Mas é possível fazer uma projeção com base no preço na Itália, onde a versão de 150cc com ABS custa 4.470 euros, ou seja, pouco mais de R$ 16.000 na conversão direta. Mas deverá chegar ao Brasil por um valor bem superior a isso, pois será importada e vendida em boutiques com o status de “premium”.

Só como comparação, o Honda PCX 150, fabricado aqui e vendido por R$ 10.300 no mercado brasileiro, custa 2.825 Euros na Itália (cerca de R$ 10.170), ou seja, 63% do valor da Primavera 150 em seu país de origem. Por ser importada, a Vespa de 150cc deverá ter seu preço próximo aos R$ 20.000.

Os outros modelos do line-up são: a Vespa Sprint com motor de 150cc e o visual típico dos anos 1970, caracterizado pelo farol retangular; a GTS 300, que tem o maior motor (278 cm³) entre os modelos da Vespa; e a exclusiva 946 Emporio Armani, uma versão criada para celebrar os 130 anos do Grupo Piaggio e o 40º aniversário da Giorgio Armani, que usa motor de 125 cc e é vendida por 9.500 Euros na Itália – a projeção é que chegue próximo dos R$ 40.000 por aqui.

Mesmo com preços bastante elevados perante os concorrentes e ainda sem uma rede estruturada, a Vespa acredita em um público descolado e de alto poder aquisitivo em busca de design, tecnologia e mobilidade para atingir números ambiciosos de vendas já em 2016: 2.000 unidades. Para o próximo ano, Longino Morawski acredita que a marca possa comercializar 12.000 scooters, o que corresponderia a cerca de 25% do segmento atualmente. “Acreditamos que a Vespa tenha potencial para criar mercado”, declarou o CEO do Grupo Piaggio no Brasil.

Texto: Arthur Caldeira / Agência INFOMOTO
Fotos: Divulgação